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Curso de electrónica - História da televisão

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Curso de electrónica - História da televisão

Mensagem  joseflor em Qui 4 Dez 2008 - 6:51

Índice do curso aqui
Votação sobre "Curso de Electrónica – por José Flor"

Introdução á electrónica básica
Um pouco sobre a
História da televisão


(Philo Farnsworth, inventor da TV eletrônica, em confidência à sua noiva, na noite de núpcias)


Televisão: um pouco de história
A televisão, como muitas das criações humanas nos últimos séculos, foi resultado de trabalho em grupo e da soma de descobertas por vezes erráticas feitas ao longo de décadas. A transmissão de imagens a locais distantes de seu ponto de geração já fascinava os pesquisadores do século 19 tanto quanto o teletransporte mexeu com corações e mentes de físicos do final de 1999. A comparação não é fortuita: apesar de os pesquisadores do século 20 mal terem conseguido teletransportar uma ou outra micropartícula, muitos físicos já admitem que a questão agora é de descobrir um ou outro mecanismo quântico para se chegar ao verdadeiro teletransporte de objetos e até pessoas.
Há dois séculos, em meados dos anos 1800, a sensação na comunidade científica era a mesma -- senão maior. Alexander Bain, um destes visionários oitocentistas, conseguiu em 1842 pela primeira vez transmitir uma imagem estática através de impulsos elétricos canalizados em um par de fios. Estava inventado o fac-simile, ou fax, e pavimentado o terreno para uma das mais fascinantes jornadas humanas, capaz de colocar mulheres e homens dos mais diversos pontos do planeta virtualmente face a face.
Para se chegar à TV tal como a conhecem hoje bilhões de humanos, porém, foi preciso que outras descobertas científicas se acrescentassem ao cadinho. Uma delas, básica, passou desapercebida por mais de meio século. A descoberta do elemento químico selênio aconteceu em 1817. Só em 1873, no entanto, um cientista percebeu uma incrível capacidade do selênio: com ele, percebeu o inglês Willoughby Smith, era possível transformar energia luminosa em impulsos elétricos. É exatamente o que fazem hoje câmeras de vídeo ou máquinas fotográficas digitais.

Brincando de enganar o cérebro
Foi mais um dos passos fundamentais para a invenção dos televisores, mas ainda faltavam muitos. Sete anos mais tarde, outro condimento foi adicionado ao caldeirão fumegante de onde emergiria a TV. A contribuição chegou pelas mãos de Maurice Le Blanc. Em Paris, ele demonstrou que o cérebro humano podia ser enganado por um mecanismo de repetição. Ou, melhor dizendo, que um humano entenderia como movimento a sucessiva projeção de várias imagens individualmente estáticas. É o mecanismo que ainda hoje funciona no cinema e, claro, nos tubos de raios catódicos dos monitores e de televisores.
A síntese de tantos anos de trabalho, de tantas pessoas, estava próxima. Faltavam apenas três outros ingredientes --todo o restante seria decorrência do que já vinha sendo somado. Um deles surgiu em 1892, através da criação da célula fotoelétrica por Hans Getiel e Julius Elster, e outro em 1906, quando Arbwehnelt e Boris Rosing montaram quase que ao mesmo tempo, mas em países diversos, engenhocas dotadas de espelhos e de um tubo de raios catódicos que podiam "desenhar" em uma tela. Como porém somar a brincadeira de salão de Maurice Le Blanc à transmissão elétrica de imagens e ao tubo?
O último dos temperos responderia a questão. Paul Nipkow havia inventado um sistema baseado em um disco de ferro dotado de furos em espiral. Ao girar o disco, a imagem de um objeto era quebrada em pequenos pontos --mas, se a velocidade do giro fosse alta o suficiente, a imagem voltaria outra vez à forma original.

E sua amiga sai do cadinho
Pouco depois da primeira guerra mundial, na Inglaterra, uma adaptação do disco de Nipkow foi usada por John Logie Baird para desmembrar uma imagem e em seguida remembrá-la. Em 1924, Baird conseguiu transmitir contornos tremeluzentes de objetos. Um ano mais tarde, foram rostos de pessoas. A televisão saiu do cadinho.
Baird começou a fazer as primeiras transmissões experimentais em 1926, quando assinou um contrato com a BBC. A qualidade da imagem era péssima, com definição de apenas 30 linhas, mas ainda assim um espanto para um sistema de captura de imagens basicamente mecânico. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Wladimir Zworykin trabalhava sobre um projeto que, embora indo na mesma direção dos inventos de Baird, acrescentava um dado formidável: a captação das imagens era feita eletronicamente. Chamado de iconoscópio, o invento deste russo naturalizado americano chamou a atenção da RCA, que resolveu patrociná-lo. O iconoscópio é o zigoma do que hoje se conhece como câmera de vídeo: uma válvula a vácuo com uma de suas superfícies polvilhada de células fotoelétricas. Os diferentes níveis de luz refletida pelos objetos sensibilizavam as células, que transformavam estes impulsos em sinais elétricos.
A partir da década de 30 as tecnologias relacionadas à então nascente indústria da TV não páram de se desenvolver, e em velocidade cada vez maior. Na Europa, Alemanha e França fazem suas primeiras transmissões em 1935, com diferença de poucos meses entre elas.
As transmissões eletrônicas de imagens ganham a realeza em 37, quando a coroação de Jorge 6, na Inglaterra, são transmitidas pela BBC para um espantoso público de 50 mil pessoas. A qualidade das imagens já é bem melhor: nesta altura, os telespectadores podem assistir televisão com resolução superior a 400 linhas.


A chegada da primeira televisão mundial
Há controversas quanto ao nascimento da televisão mundial. Conforme a versão inglesa e americana, o inventor se trata de John Logie Baird, o escocês que em 1926 exibiu as primeiras imagens televisionadas. Antes de falarmos deste grande inventor, é importante citarmos o progresso das comunicações que influenciaram a origem da telinha, de 1900 a 1935, que eclodiram na criação do padrão de TV que hoje conhecemos como o oficial, o VHF.Veja cronologicamente o nascimentos de algumas das grandes invenções, logo abaixo:
- Rádio, 1915. Vozes humanas são transmitidas de um lado a outro do Atlântico, entre Arlington, nos EUA, e a torre Eiffel, na França;
- Cinema falado, 1920. Chegada dos filmes com som, desprezados pelo público até a origem de "O Cantor de Jazz", com Al Johnson, em 1927;
- Televisão, 1926. Instituto Real de Londres, por John Baird.
- Gravador, 1935. A AEG, da Alemanha, desenvolve o princípio do magnetismo permanente para permitir a gravação dos sons sobre uma fita plástica. Nascem as bases do videotape.

A chegada da televisão a Portugal
A televisão portuguesa começou com as emissões do canal do estado, a RTP, em 1957. A televisão portuguesa tinha mais regras do que as outras televisões, uma vez que nessa altura, Portugal estava ainda "mergulhado" na ditadura imposta pelo Estado Novo e a televisão, tal como todos os outros meios de comunicação social nessa altura em Portugal, estava sob o controlo da censura. A queda da ditadura portuguesa em 1974, gerou uma maior liberdade.
Entretanto, são lançados três canais: a RTP2, em 1968, a RTP Madeira, em 1972 e a RTP Açores, em 1975.
Em 1980 começaram as emissões regulares a cores em Portugal, sendo o Festival RTP da Canção de 1980 o primeiro programa emitido a cores em Portugal.
Nos anos 90 surgem os canais privados: a SIC (1992) e a TVI (1993).
Em 1994, surge a Televisão por Cabo.


Logótipos da empresa RTP



A chegada da televisão ao Brasil
A partir da década de 50, o caminho da TV já não oferece retorno: ela está definitivamente entronizada como grande meio de comunicação de massa.
Foi no primeiro ano desta década que a primeira emissora de TV comercial surgiu na América Latina. Ela foi montada no Brasil por Assis Chateaubriand, o mitológico magnata de imprensa criador dos Diários Associados. Em setembro de 1950, entrou no ar a TV Tupi de São Paulo. Os poucos telespectadores usavam televisores importados para assistir os programas de auditório, jornais e peças teatrais televisionadas da pioneira Tupi: a primeira fábrica brasileira só começaria a funcionar em 51, sob a marca Invictus.
As transmissões são em preto e branco. As cores só ganhariam espaço, no Brasil, 20 anos mais tarde. Em 72, no auge da ditadura militar brasileira, os então raros televisores em cores no País puderam mostrar entre seus chuviscos os matizes da Festa da Uva de Caxias do Sul (RS). Não por acaso, a data da transmissão foi 31 de março --aniversário oficial do golpe militar.

A Primeira Imagem
Como já citamos anteriormente, o escocês John Logie Baird é tido oficialmente com pai da televisão mundial, em 1926. E aqui você saberá bem o que foi que este gênio do século XX executou pela primeira vez no início da segunda metade da década de 20.
No Instituto Real de Londes, Baird demonstrou o que seria o seu invento, ao transmitir imagens do seu próprio laboratório, logo a frente do seu transmissor e do protótipo de câmera que havia inventado também. Ele, ali, dava o primeiro passo para lançar uma invenção que tiraria dos cinemas boa parte do seu grande público. Nasce também a RCA (Radio Corporation of America), que monta seus estúdios nos Estados Unidos e faz sua primeira demonstração televisiva ao gerar imagens do jardim em frente a estes estúdios. A primeira imagem seria justamente, a estátua que ficava bem ao meio deste jardim, um monumento do famoso personagem de desenhos animados Gato Félix, que media 2 metros de altura. A transmissão foi feita com sucesso, naquele mesmo ano de 1926. A imagem aparecia através de um televisor que possuía 60 linhas de capacitação, tornando o conjunto desta parecido com uma persiana, que produzia a figura de Félix. 30 anos depois, esta mesma empresa, a RCA Victor, trazia ao Brasil sua tecnologia para fundar a PRF-3 TV Tupi-Difusora, em 1950.


A primeira imagem de televisão


Link relacionado: Curso de electrónica - parte 20 Introdução ao estudo da TV

José António Flor de Sousa

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