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Curso de electrónica - parte 11 Rádio auto

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Curso de electrónica - parte 11 Rádio auto

Mensagem  joseflor em Qui 4 Dez 2008 - 5:42

Índice do curso aqui
Votação sobre "Curso de Electrónica – por José Flor"

Introdução á electrónica básica
Parte 11
Rádio auto


Instalação mecânica
Quando se trata de instalar rádio e/ou toca-fitas estereofónicos, há necessidade de, no mínimo, dois alto-falantes. A disposição dos alto-falantes é muito importante, a fim de não se perder o efeito estereofônico. Como nem sempre há possibilidade da instalação dos dois falantes (ou conjunto de falantes) no painel dianteiro, eles deverão ser localizados na parte de trás do interior da cabina ou nas laterais. Uma possível disposição para os alto-falantes pode ser vista na figura 1.
Supondo-se que o aluno deseje instalar um rádio mono fónico no automóvel, e que, ao invés de utilizar apenas um alto-falante, queira instalar dois alto-falantes.
A posição mais adequada, observando a figura 1, para a instalação dos dois alto-falantes, é justamente, nas portas direita e esquerda. Sendo 8Ω a impedância de saída do rádio, a impedância resultante da associação de falantes deverá ter esse mesmo valor. Na figura 2 exemplificamos esse procedimento.


Figura 1


Figura 2


Em auto-rádio estéreo que possuam dois ou quarto canais de áudio, deve-se proceder de maneira semelhante, procurando sempre respeitar tanto a impedância de saída do amplificador como sua potência. A fim de obter-se uma melhor reprodução de som, costuma-se utilizar conjuntos de alto-falantes dispostos de maneira que cada faixa de frequência atinja um alto-falante especifico. Uma maneira simplista de aplicarmos um conjunto de seis alto-falantes a um auto-rádio estéreo pode ser vista na figura 3. outra maneira consiste em se utilizar um alto-falante do tipo triaxial, a cada canal de áudio do auto-rádio. Como o próprio nome indica, este falante especial é composto por outros três a saber: Woofer, Tweeter e Mid-range. Este falante como se pode notar, proporciona uma melhor reprodução do som, alem de ocupar, obviamente, um menor espaço no veículo.


Figura 3


Instalação eléctrica
A instalação eléctrica consiste na interligação das partes separadas do receptor e de sua ligação com a fonte de energia que, no caso, é o acumulador (bateria). É de boa norma verificar o estado da instalação geral do veiculo, antes de efectuar a ligação do receptor. Isto pode ser feito através de uma rápida inspecção visual nos condutores, para certificar-se de que não estão descarnados, mal isolados, que não há conexões desapertadas, etc. O estado da bateria pode ser confrontado através de um amperímetro de alicate, pelo uso de um voltímetro ou, se o instalador não dispuser de nenhum desses, pela luminosidade dos faróis ou barulho da buzina. Se for comprovada alguma anomalia na instalação, o técnico deverá notificar seu proprietário, para eximir-se de responsabilidades futuras. Estando tudo em ordem, falantes e antena ligados deve-se ligar a entrada de força do acumulador. Neste ponto, a primeira coisa que o instalador deve verificar é se as polaridades são concordantes, isto é, se a polaridade do chassi do receptor é a mesma do chassi do veiculo, pois, em caso contrário, queimar-se-ão irremediavelmente os transístores e demais componentes polarizados do receptor. Caso a polaridade do receptor seja diferente daquela do chassi, é necessário providenciar a modulação no receptor. Não se deve trocar os cabos da bateria, porque isto inverterá o sentido de actuação dos relés e do movimento do motor de arranque e do dínamo. Verificada a polaridade, é necessário constatar se a tensão do acumulador é adequada ao funcionamento do receptor. Prosseguindo na instalação, o técnico deve ligar o fio de entrada de força do receptor no terminal adequado do acumulador, como ensinamos anteriormente. Para esta ligação, é obrigatória a colocação de um fusível de protecção. Esse fusível tem seu valor indicado pelo fabricante do aparelho.
Efetuadas as ligações da antena, do alto-falante e do cabo de alimentação, liga-se o receptor e verifica-se seu funcionamento. Inicialmente, levantam-se as hastes da antena. Agora, sintoniza-se toda a faixa em todas as ondas, e observa-se se o funcionamento é satisfatório. Convém dar alguns pequenos golpes na caixa do receptor, a fim de certificar-se de que não há mau contacto nas ligações. Agora desliga-se o receptor e coloca-se o motor do veiculo em funcionamento. Liga-se novamente o receptor e sintoniza-se outra vez toda a faixa, verificando se aparecem ruídos. Devemos acrescentar que há duas espécies de ruídos: uma proveniente da ignição e outra de origem estática. Os primeiros cessam quando o motor está desligado e mudam de frequência de acordo com a rotação do motor; já os estáticos aparecem quando o veiculo está em movimento, em marcha moderada, e se caracterizam por pequenos estalidos.
Certamente você não ignora que se chama de ignição à operação que provoca a combustão da mistura formada pelo combustível e ar, na câmara de combustão (cilindro) do motor. Nos motores a gasolina, a ignição é provocada pela faísca que salta entre os eléctrodos da vela, devido à alta tensão entre eles, cerca de 10.000 a 20.000 volts. Essa alta tensão é produzida por uma bobina, onde o primário, pelo qual passa a corrente da bateria, tem o circuito interrompido pela abertura periódica de um par de contactos chamados de platinado. Essa interrupção provoca a indução electromagnética no secundário – que é formado por um número muito grande de espiras de fio fino – da tensão elevada. Essa tensão é dirigida sucessivamente à vela correspondente, isto é, àquela que deve provocar a ignição, através de um dispositivo chamado de distribuidor.
O que interessa mais directamente a esta lição e saber que a interrupção do platinado para produzir a faísca gera um onda de baixa frequência, que se propaga através do condutor de alimentação do receptor, e harmónicos de frequência elevada, que atingem o receptor por indução. A principal fonte de ruídos de ignição está, portanto, nas velas ou no distribuidor. O ruído provocado pelas velas pode ser atenuado colocando-se resistências em série em cada uma delas. Essas resistências têm valor entre 5K a 10K e são conhecidas como resistências supressoras de ruído. As resistências supressoras são encapsuladas em ebonite, que as resguarda da acção da água, do calor e do óleo. A função da resistência supressora é a de amortecer as oscilações de alta frequência geradas pelo faiscamento. Devemos acrescentar, que actualmente os veículos não mais utilizam-se deste tipo de supressor de ruídos, visto que, devido ao constante avanço tecnológico, as montadoras empregam actualmente peças e materiais de melhor qualidade em seus veículos. Outra fonte de ruído é o gerador (dínamo ou alternador), como conseqüência do faiscamento nas escovas. Geralmente, o gerador possui um capacitor para eliminar o faiscamento; se não houver, deve-se colocar um ou substituir o velho por um novo. Algumas vezes, a indução da alta tensão nos fios da instalação, principalmente nos condutores de alimentação de faróis, que são os mais longos, causam interferência na recepção. Por essa razão é conveniente colocar, em cada circuito eléctrico de baixa tensão, um condensador de papel de valor elevado (cerca de 5μF), entre o “vivo” e o chassi. Existem no mercado condensadores especiais, cujo corpo é de uma braçadeira para fixação por parafuso. Esses condensadores são blindados e a armadura externa é internamente soldada à blindagem. Devemos observar que o condensador deve ser ligado ao circuito antes do interruptor. Se assim não acontecer, ele só terá acção com o interruptor ligado.outros circuitos susceptíveis de captação de ruídos provocados por corrente induzidas são o indicador de pressão de óleo e o regulador de voltagem. Para atenuar o efeito dessas correntes é necessário instalar aí, também, um condensador eliminador de ruído. O condensador regulador de voltagem deve ser ligado ao terminal de saída de corrente para a bateria, terminal esse que costuma ser indicado por “BAT”.

Ruídos estáticos
Os ruídos estáticos que podem aparecer quando o veiculo está em movimento tem origem nas descargas electrostáticas. Como se sabe, o atrito do veiculo com o ar gera electricidade estática, que não pode descarregar-se para a terra, devido à alta resistência dos pneus. Se as partes metálicas do veiculo não estiverem electricamente unidas, as cargas eléctricas em excesso; em qualquer um delas, saltarão para a outra, produzindo faíscas (invisíveis), que se manifestam no receptor sob a forma de estalidos caracterizados como ruído estático. A maneira de eliminar o ruído estático é providenciar a continuidade eléctrica entre todas as partes do veiculo, quer pelo reaperto dos parafusos da ligação mecânica, ou, se necessário, pela soldadura. Um condutor em permanente contacto entre a carroçaria do veiculo e a terra é uma boa solução eléctrica para descarregar as cargas estáticas.


José António Flor de Sousa

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